A felicidade de Sísifo nasce no momento em que ele toma consciência
Ouvindo um episódio do meu podcast favorito sobre o mito de Sísifo, me dei conta do paralelo que existe entre esse mito e a dinâmica de chamas gêmeas.
Quando brigamos com o destino, com os desafios e jornadas que a vida nos apresenta, achamos que tudo é castigo (“por que comigo?”, “o que eu fiz pra merecer/escolher isso?”, “é muito complicado, quero viver minha vida e só”, “quero a sorte de um amor tranquilo” - quem nunca?)
O mito de Sísifo traz um ensinamento muito valioso particularmente para quem ainda está “brigando” com a dinâmica, para quem não se entregou ao processo.
A história é mais ou menos a seguinte: Sísifo, por ter denunciado Zeus num episódio de um sequestro de uma donzela, é condenado à morte. Contudo, consegue enganar a morte e driblar as regras divinas. Claro que isso não seria possível por muito tempo. Logo é descoberto e enviado para o mundo de Ades. Lá ainda resiste ao seu destino e ludibria Perséfone (esposa de Ades) a deixá-lo voltar para terra por um tempo. Quando novamente os deuses descobrem tudo, ele é julgado e condenado a empurrar uma pedra colina acima o resto da eternidade (detalhe: pedra e colina são calculadas de tal maneira que ele nunca consigue concluir o trabalho).
O que isso tem a ver com a dinâmica?
Eis que Albert Camus, filósofo francês, em 1942 escreve o livro O mito de Sísifo e traz um novo sentido para tudo isso. Segundo Camus, a partir do momento em que Sísifo, entre uma descida e outra da colina, para de resistir e aceita seu destino, tudo muda. Deixa de ser castigo.
Quando ele entende que empurrar a pedra é o seu propósito (e não fazê-la chegar no topo da colina), isso deixa de ser castigo. Em outras palavras, a felicidade nasce no momento em que Sísifo toma consciência do verdadeiro propósito de sua vida.
E é aí que o tema se relaciona com a nossa jornada!
Se nos dermos conta de que a jornada em si é o propósito (e não apenas a união), de que viemos para vivenciar essa dinâmica em toda a sua complexidade, o processo passa de “difícil” para maravilhoso! Porque, ao parar de resistir e tentar mudar a nossa realidade, passamos não só a aceitá-la, mas a encará-la com alegria.
Essa consciência é a chave para a entrega, a rendição
Esse foi um livro que li e reli em diferentes momentos da vida - agora entendo por que!
Esse senso de propósito, de fato, pra mim, é a chave da rendição.
E vejo rendição não como um ponto de chegada mas como um estado que precisamos sustentar. Isso vira uma chave importante que tira o foco da perfeição e coloca no trabalho diário de manter a vibração, apesar de tudo.
Sim! É um estado de espirito a ser sustentado não apenas durante os espelhamentos, mas na união quando as curas passam a ser feitas em conjunto e temos que enfrentar os desafios que a presença física (tão desejada) traz!
Sim! É um estado de espirito a ser sustentado não apenas durante os espelhamentos, mas na união quando as curas passam a ser feitas em conjunto e temos que enfrentar os desafios que a presença física (tão desejada) traz!
Esse senso de propósito, de fato, pra mim, é a chave da rendição.
E vejo rendição não como um ponto de chegada mas como um estado que precisamos sustentar. Isso vira uma chave importante que tira o foco da perfeição e coloca no trabalho diário de manter a vibração, apesar de tudo.
Sim! É um estado de espirito a ser sustentado não apenas durante os espelhamentos, mas na união quando as curas passam a ser feitas em conjunto e temos que enfrentar os desafios que a presença física (tão desejada) traz!
Sim! É um estado de espirito a ser sustentado não apenas durante os espelhamentos, mas na união quando as curas passam a ser feitas em conjunto e temos que enfrentar os desafios que a presença física (tão desejada) traz!